Acordando


ESCOLHAS

Estive pensando que a vida de cada pessoa pode tomar muitos rumos.

E muitas vezes ouvimos dizer que muito de nossa vida depende de nossas escolhas.

Então comecei a refletir sobre as escolhas.

Como tudo em nós, as escolhas podem ser contraditórias, favoráveis ou desfavoráveis a nós e a outros.

O que sela uma escolha? Qual a distância entre as medições que faço de cada opção e aquela certeza que tenho de que farei algo?

O que define aquele momento exato onde decidimos e saltamos de uma pedra para o mar? O formato das ondas? A temperatura? A garantia da segurança daquele trecho?

Ou é algo interior, como a sensação de adrenalina? Ou o desejo há muito tempo alimentado de fazer isso?

Não sei exatamente. Já fiz muitas escolhas em minha vida, e nunca baseadas apenas em um fator. Às vezes, nem percebi a escolha que estava fazendo.

E é assim mesmo que funciona. Dias atrás conversava com uma amiga, e discutíamos que a vida não é justa.

E hoje penso em vários aspectos da injustiça dessa vida. Quantas vezes fiz escolhas que julguei ser as melhores, e lamentei profundamente por não ter usado outros critérios.

Quantas vezes pedi a Deus a sabedoria para uma decisão, e ela parece só ter vindo no momento posterior ao meu arrependimento pela escolha que fiz.

A cada dia me convenço mais que a vida é feita de escolhas fáceis e difíceis, boas e ruins, escolhas claras e traiçoeiras.

A cada dia penso no limite de minhas escolhas. Até onde elas serão o suficiente para minha felicidade?

Até onde minhas escolhas vão sem ter que parar diante da escolha de outros?

E até onde minhas escolhas são realmente escolhas, e não mero costume do que sempre fiz?

Não sei. Não sei nada disso. Não sei sequer escolher.

Mas acho que somos isso, neste mundo. Serem que escolhem, cada um de sua forma, e que podem cedo ou tarde repensar na escolha feita.

Hoje, me arrependo de muitas escolhas, mas tenho a alegria de saber que não sou conhecedor de toda a verdade, e por isso tenho o direito de falhar, mudar de rumo e fazer escolhas diferentes.

Peço a Deus a sabedoria para minhas escolhas daqui em diante, mesmo sem saber se tal sabedoria virá; afinal, para os olhos humanos que possuo, essa vida não é justa.



Escrito por davimineirinho às 17h39
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Pessoa;. ser humano; gente.

Palavras que designam a criação mais pensante e criativa de Deus.

Somos seres que se movem, se comunicam, agem, dormem, como qualquer outro animal.

Mas não somos tão simples quanto os outros seres.

Nós pensamos. Nós temos a capacidade de olhar para o futuro, de planejar, de escolher.

Temos a capacidade de complicar as situações, e de nos adaptarmos a novas realidades.

Nós amamos. Tomamos atitudes que nos marcam para toda a vida. Nos arrependemos, duvidamos do arrependimento que sentimos.

Valorizamos outras pessoas. Desvalorizamos outras pessoas.

Cremos, duvidamos de nossas crenças.

É um ser fantástico, esse humano. Capaz de agir de acordo com princípios pré-estabelecidos, muitas vezes sem sentido, e rasgá-los em outros momentos.

Capaz de preocupar-se e despreocupar-se. Capaz de influenciar e ser influenciado.

Somos capazes de creditar a Deus todas as nossas alegrias e vitórias, e de culpá-lo por todos os nossos erros e tristezas.

Mas não vemos cachorros em guerra. Não vemos animais brigarem sem nenhum motivo. Não vemos ratos deprimidos.

Animais não complicam sua pobre existência. Não se consideram "o ser mais importante da criação".

Apenas vivem, se relacionam, brigam por comida e fêmeas, e não se envergonham de agir assim.

Não brigam por mal-entendidos, por crenças e pontos de vista.

Sabem o que importa, e se importam com isso.

Pobre do ser humano, "o mais importante na criação".

Precisa aprender com os animais, deixar de se pensar superior e indispensável à criação; assim pode encontrar a felicidade.

O que nos move? O caráter? O amor? O interesse?

Talvez um pouco de cada, e cada vez mais um que o outro.

Mas não há verdadeira culpa nesse ser humano. No fundo, no fundo, o ser humano é a vítima de si mesmo, e não dos outros.

É vítima de sua forma de enxergar, de decidir, de amar, de duvidar. E não fere outro ser com suas atitudes, fere a si mesmo.

Não eleva outros seres com seus elogios: eleva-se.

Por isso erramos ao jogar expectativas elevadas demais no ser humano. Porque ele é frágil e pode tornar-se todo diferente em menos de um segundo.

Somos todos bipolares em algum grau, conforme afirma a psicologia.

O ser humano não sabe o que quer, mas age sempre na esperança de ficar feliz. Muda, muda e muda, desmuda e muda outra vez. E essa será sua sina eternamente.

Buscar aqui o que não se encontra aqui. Buscar no outro o que existe em si mesmo. Procurar as respostas passageiras na boca de outros.

Procure as respostas nas árvores, na lua, e nos animais. São os únicos para quem você não pode oferecer nada.

E é só neles então, desinteressados e felizes, que Deus fala ensina a leveza da felicidade.



Escrito por davimineirinho às 12h37
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